"A teoria se transforma em força material quando penetra nas massas" (Marx)
  • Sem teoria revolucionária não há prática revolucionária
  • Esquerda Marxista do PT
  • EM DEFESA DO MARXISMO
A Universidade Vermelha consiste em módulos de formação política da Esquerda Marxista - Seção Brasileira da Corrente Marxista Internacional

O projeto de formação da Universidade Vermelha funciona através de módulos que ocorrem simultaneamente em vários estados do Brasil. São cursos livres, abertos, de 1 dia de duração, ministrados não por acadêmicos, mas por militantes revolucionários que unem o estudo da teoria com a luta prática pela organização da classe trabalhadora e da juventude para a tomada do poder e a construção do socialismo. Os módulos são independentes e gratuitos. Participe!
Chegou o novo livro sobre o marxismo e a revolução venezuelana: REFORMISMO OU REVOLUÇÃO de Alan Woods - compre já pela internet - www.livrariamarxista.com.br

A ESQUERDA MARXISTA DO PT - RIO DE JANEIRO - CONVIDA:


A ESQUERDA MARXISTA DO PT - RIO DE JANEIRO - CONVIDA:
Debate sobre obra do Lenin "O Estado e a Revolução" no nosso curso de formação política Universidade Vermelha.
DATA: 04 de fevereiro (sábado), às 15h
Quem deseja participar, deve entrar em contato para receber informações sobre o local. Enviem e-mail para reis.geografia@gmail.com ou procure Flávio Reis no Facebook.
Obs: O custo do material do curso é de 10,00.



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Cineflaskô

A Flaskô é uma fábrica de plásticos de Sumaré-SP, ocupada e controlada pelos trabalhadores. Por conta da comemoração de 7 anos da luta operária da Flaskô foi organizada uma mostra de grandes filmes da história da classe trabalhadora: o CineFlaskô. Por isso, convidamos à todos para assistir os filmes na Flaskô. A entrada é gratuita!

CineFlaskô

Sempre às terças-feiras às 18h30

Local:
Sala de Assembléia da Fábrica Ocupada Flaskô - Rua 26, n° 300 – Pq. Bandeirantes, Sumaré/SP. Saída km 107 (Telha Norte) da Anhanguera.

Programação


Dia 20/04 - Linha de Montagem



O filme “Linha de Montagem” é um documentário de longa-metragem sobre o processo de mobilização e organização dos operários no ABC paulista, que resultou nas greves de 1979 e 1980, e na fundação do Partido dos Trabalhadores e da CUT, marcando o surgimento da liderança política nacional de Luis Inácio Lula da Silva. Com trilha sonora de Chico Buarque e Novelli e narração de Othon Bastos, “Linha de Montagem” foi selecionado para o Fórum da Juventude do Festival de Berlim, em 1984. Em 2007 o filme foi submetido a um longo processo de restauração digital e remasterização em Dolby Digital, resultando em copias 35mm de excelente qualidade.

Dia 27/04 - Braços Cruzados Máquinas Paradas




"Braços Cruzados Máquinas Paradas", Brasil, 1979, de Roberto Gervitz e Sérgio Segall, faz uma análise da estrutura sindical a partir da greve dos metalúrgicos paulistas de 1978 e da luta pela direção do sindicato que, desde a época de Getúlio, era controlado por um grupo ligado ao governo.



Dia 04/05 - O Homem que virou suco



Deraldo (José Dumont), poeta popular do Nordeste, chega a São Paulo sobrevivendo apenas de suas poesias e folhetos. Tudo vai muito bem até ele ser confundido com um operário de multinacional, que matou o patrão em uma festa onde recebeu o título de operário símbolo. Deraldo é perseguido pela polícia e perde sua identidade e condição de cidadão.



Dia 11/05 - Panteras Negras



Califórnia, 1967. Huey Newton (Marcus Chong) e Bobby Seale (Courtney B. Vance) são amigos, que formam um novo partido dedicado em proteger os negros das violentas arbitrariedades dos policiais brancos. O Partido dos Panteras Negras de Autodefesa dá almoço grátis para as crianças, educa a comunidade afro-americana em se conscientizar dos seus direitos, faz o que pode para tirar das ruas os traficantes de drogas e enfrenta a polícia de Oakland (que é extremamente racista) quando desrespeita os direitos civis dos negros. O partido faz tudo isto sem transgredir alguma lei. Logo brancos conservadores começam se sentir incomodados e planejam se livrar desta "ameaça", mesmo que tenham de desrespeitar a lei. Excelente filme para debater racismo e luta de classes.



Dia 18/05 - A classe operária vai ao paraíso




Lulu é um operário metalúrgico, que perde um dedo em acidente de trabalho e é envolvido em movimento de protesto. Descobre assim a vida sindical. Ele divide-se entre as tentações da sociedade de consumo e as convocações da esquerda tradicional, numa radiografia do impasse ideológico de muitos trabalhadores. Ganhou o prêmio David di Donatello 1972 de melhor filme, além da Palma de Ouro no Festival de Cannes 1972.



Dia 25/05 - Sacco e Vanzetti



O cineasta Giuliano Montaldo (Giordano Bruno) reconstitui a história real dos imigrantes italianos Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, acusados de assassinato e levados a julgamento em 1921, nos Estados Unidos. Por serem anarquistas, são condenados à morte num dos mais famosos erros judiciais do século XX. Nos anos seguintes, a luta pela anulação da sentença leva milhares de pessoas às ruas em todo o mundo. Proibido no Brasil durante a ditadura militar, Sacco & Vanzetti é um filme inesquecível sobre uma página obrigatória da história contemporânea.



Dia 01/06 - No Volverán



Por trás das ousadas políticas do presidente venezuelano Hugo Chávez existe um movimento revolucionário de massas que diz NÃO ao capitalismo e que está tentando mudar o rumo da história latino-americana. “No Volverán” é uma viagem ao coração da revolução, ao interior dos bairros e fábricas, para descobrir o que impulsiona milhões de venezuelanos a ficarem de pé para transformar a sociedade. Encontra pessoas que lutam para conquistar o poder para suas comunidades e para tomar o controle de seus locais de trabalho contra a sabotagem e a corrupção, que mostra o caminho a seguir em uma campanha sem precedentes pela nacionalização da fábrica sob controle operário. Neste documento você encontrará muitos dos personagens mais importantes da revolução e conhecerá como tentam construir o socialismo do século XXI, um projeto que está mudando a vida de milhões de pessoas.



Dia 08/06 - Intervenção




Um filme de Flávio Damiani e Armando Brosi. O filme conta a história do crime cometido pelo Governo Federal contra os trabalhadores das Fábricas Ocupadas Cipla, Interfibra e Flaskô, um golpe orquestrado por Luis Marinho e Lula, onde mais 150 policiais federais armados até os dentes com metralhadora, bombas de gás, spray de pimenta e tudo mais. O filme relata bem a história do Movimento das Fábricas Ocupadas, contextualizando a luta política dos trabalhadores, suas resistências e os motivos que levaram ao ataque contra a gestão operária.



Maiores informações: 3864-2624 - mobilizacaoflasko@yahoo.com.br


E convidamos, desde já, para que venham ao Encontro de 7 anos da Flaskô, dias 11, 12 e 13 de junho, na Flaskô!


Ajude com a campanha de declaração de interesse social da área da Flaskô.
(Assine o abaixo-assinado!)

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Agende-se!


Módulo de Formação Básica: Bases do Marxismo
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Paraná:
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Cidade: Curitiba
Dia: 15/04/2010, às 19:00 hs
Local: Centro Chê - pça. Generoso Marques, 80 - galeria Sto. Andrade - ed. Cláudia - sala 202
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Cidade: Ponta Grossa
Dia: 28/04/2010, às 19:00 hs
Local: Sindicato dos Comerciários - r. Gal. Carneiro, nº 740 - Centro
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obs.: texto principal - Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico


Como Funciona a Sociedade I

Santa Catarina:

Cidade: Joinville
dia: 21 e 22 de maio
Local: Sindicato dos Servidores Municipais de Joinville
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Bases do Marxismo

Apresentação
Bases do Marxismo é um módulo da Formação Básica da Universidade Vermelha, a ser realizado nos meses de abril e maio de 2010. O objetivo do módulo é levar o participante a se familiarizar com conceitos fundamentais do marxismo.
O texto principal para leitura é: As três fontes e as três partes constitutivas do Marxismo, de Vladimir Ilitch Lênin. Um texto de apoio é Karl Marx: breve esboço biográfico seguido de uma exposição do marxismo, também de Lênin. Os dois textos foram publicados pela Editora Marxista na brochura Karl Marx segundo Lênin. Para facilitar, postamos abaixo o texto principal.
Obs.: Caso o módulo já tenha sido realizado ano passado, os textos de Lênin podem ser substituídos pela leitura da obra: Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico, de Friedrich Engels. Esse texto pode ser encontrado no link Biblioteca Marxista.
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Metodologia
Para aproveitar melhor o módulo, os participantes devem ler o texto principal antes da atividade. Um militante deve ser o responsável por apresentar o conteúdo do texto aos outros participantes. Como nesse caso o texto é curto, há a possibilidade de se fazer a leitura do texto durante a atividade. O responsável deve estimular o debate, levantado questões sobre a atualidade do texto. Também deve provocar a participação, reservando espaço para que todos os participantes exponham suas reflexões, impressões e dúvidas. No final da atividade, é fundamental uma avaliação coletiva do módulo (escolha do texto, do horário, do local, de como se desenvolveu o debate, dos erros e acertos do responsável, etc...).
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Objetivos
No final da atividade, o participante deve estar familiarizado com a origem histórica e intelectual do marxismo (as suas três fontes: 1. materialismo e filosofia clássica alemã; 2. economia política inglesa; 3. socialismo utópico); e deve conhecer o significado de alguns conceitos básicos, como materialismo histórico, dialética, teoria do valor, mais-valia e luta de classes. Na sua intervenção, o responsável deve se concentrar nesses pontos.
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Texto principal
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As Três Fontes e as Três partes Constitutivas do Marxismo
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Vladimir Ilitch Lênin
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A doutrina de Marx suscita em todo o mundo civilizado a maior hostilidade e o maior ódio de toda a ciência burguesa (tanto a oficial como a liberal), que vê no marxismo um a espécie de "seita perniciosa". E não se pode esperar outra atitude, pois, numa sociedade baseada na luta de classes não pode haver ciência social "imparcial". De uma forma ou de outra, toda a ciência oficial e liberal defende a escravidão assalariada, enquanto o marxismo declarou uma guerra implacável a essa escravidão. Esperar que a ciência fosse imparcial numa sociedade de escravidão assalariada seria uma ingenuidade tão pueril como esperar que os fabricantes sejam imparciais quanto à questão da conveniência de aumentar os salários dos operários diminuindo os lucros do capital.
Mas não é tudo. A história da filosofia e a história da ciência social ensinam com toda a clareza que no marxismo não há nada que se assemelhe ao "sectarismo", no sentida de uma doutrina fechada em si mesma, petrificada, surgida à margem da estrada real do desenvolvimento da civilização mundial. Pelo contrário, o gênio de Marx reside precisamente em ter dado respostas às questões que o pensamento avançado da humanidade tinha já colocado. A sua doutrina surgiu como a continuação direta e imediata das doutrinas dos representantes mais eminentes da filosofia, da economia política e do socialismo.
A doutrina de Marx é onipotente porque é exata. É completa e harmoniosa, dando aos homens uma concepção integral do mundo, inconciliável com toda a superstição, com toda a reação, com toda a defesa da opressão burguesa. O marxismo é o sucessor legítimo do que de melhor criou a humanidade no século XIX: a filosofia alemã, a economia política inglesa e o socialismo francês.
Vamos deter-nos brevemente nestas três fontes do marxismo, que são, ao mesmo tempo, as suas três partes constitutivas.
I
A filosofia do marxismo é o materialismo. Ao longo de toda a história moderna da Europa, e especialmente em fins do século XVIII, na França, onde se travou a batalha decisiva contra todas as velharias medievais, contra o feudalismo nas instituições e nas ideias, o materialismo mostrou ser a única filosofia consequente, fiel a todos os ensinamentos das ciências naturais, hostil à superstição, à beatice, etc. Por isso, os inimigos da democracia tentavam com todas as suas forças "refutar", desacreditar e caluniar o materialismo e defendiam as diversas formas do idealismo filosófico, que se reduz sempre, de um modo ou de outro, à defesa ou ao apoio da religião.
Marx e Engels defenderam resolutamente o materialismo filosófico, e explicaram repetidas vezes quão profundamente errado era tudo quanto fosse desviar-se dele. Onde as suas opiniões aparecem expostas com maior clareza e pormenor é nas obras de Engels, Ludwig Feuerbach e Anti-Dübring, as quais - da mesma forma que o Manifesto Comunista - são os livros de cabeceira de todo o operário consciente.
Marx não se limitou, porém, ao materialismo do século XVIII; pelo contrário, levou mais longe a filosofia. Enriqueceu-a com as aquisições da filosofia clássica alemã, sobretudo do sistema de Hegel, o qual conduzira por sua vez ao materialismo de Feuerbach. A principal dessas aquisições foi a dialética, isto é, a doutrina do desenvolvimento na sua forma mais completa, mais profunda e mais isenta de unilateralidade, a doutrina da relatividade do conhecimento humano, que nos dá um reflexo da matéria em constante desenvolvimento. As descobertas mais recentes das ciências naturais - o rádio, os elétrons, a transformação dos elementos - confirmaram de maneira admirável o materialismo dialético de Marx, a despeito das doutrinas dos filósofos burgueses, com os seus "novos" regressos ao velho e podre idealismo.
Aprofundando e desenvolvendo o materialismo filosófico, Marx levou-o até ao fim e estendeu-o do conhecimento da natureza até o conhecimento da sociedade humana. O materialismo histórico de Marx é uma conquisto formidável do pensamento científico. Ao caos e à arbitrariedade que até então imperavam nas concepções da história e da política, sucedeu uma teoria científica notavelmente integral e harmoniosa, que mostra como, em consequência do crescimento das forças produtivas, desenvolve-se de uma forma de vida social uma outra mais elevada, como, por exemplo, o capitalismo nasce do feudalismo.
Assim, como o conhecimento do homem reflete a natureza que existe independentemente dele, isto é, a matéria em desenvolvimento, também o conhecimento social do homem (ou seja: as diversas opiniões e doutrinas filosóficas, religiosas, políticas, etc.) reflete o regime econômico da sociedade. As instituições políticas são a superestrutura que se ergue sobre a base econômica. Assim, vemos, por exemplo, como as diversas formas políticas dos Estados europeus modernos servem para reforçar a dominação da burguesia sobre o proletariado.
A filosofia de Marx é o materialismo filosófico acabado, que deu à humanidade, à classe operária, sobretudo, poderosos instrumentos de conhecimento.
II
Depois de ter verificado que o regime econômico constitui a base sobre a qual se ergue a superestrutura política, Marx dedicou-se principalmente ao estudo deste regime econômico. A obra principal de Marx, O Capital, é dedicada ao estudo do regime econômico da sociedade moderna, isto é, da sociedade capitalista.
A economia política clássica anterior a Marx tinha-se formado na Inglaterra, o país capitalista mais desenvolvido. Adam Smith e David Ricardo lançaram nas suas investigações do regime econômico os fundamentos da teoria do valor-trabalho. Marx continuou sua obra. Fundamentou com toda precisão e desenvolveu de forma consequente aquela teoria. Mostrou que o valor de qualquer mercadoria é determinado pela quantidade de tempo de trabalho socialmente necessário investido na sua produção.
Onde os economistas burgueses viam relações entre objetos (troca de umas mercadorias por outras), Marx descobriu relações entre pessoas. A troca de mercadorias exprime a ligação que se estabelece, por meio do mercado, entre os diferentes produtores. O dinheiro indica que esta ligação se torna cada vez mais estreita, unindo indissoluvelmente num todo a vida econômica dos diferentes produtores. O capital significa um maior desenvolvimento desta ligação: a força de trabalho do homem torna-se uma mercadoria. O operário assalariado vende a sua força de trabalho ao proprietário de terra, das fábricas, dos instrumentos de trabalho. O operário emprega uma parte do dia de trabalho para cobrir o custo do seu sustento e de sua família (salário); durante a outra parte do dia, trabalha gratuitamente, criando para o capitalista a mais-valia, fonte dos lucros, fonte da riqueza da classe capitalista.
A teoria da mais-valia constitui a pedra angular da teoria econômica de Marx.
O capital, criado pelo trabalho do operário, oprime o operário, arruína o pequeno patrão e cria um exército de desempregados. Na indústria, é imediatamente visível o triunfo da grande produção; mas também na agricultura deparamos com o mesmo fenômeno: aumenta a superioridade da grande exploração agrícola capitalista, cresce o emprego de maquinaria, a propriedade camponesa cai nas garras do capital financeiro, declina e arruína-se sob o peso da técnica atrasada. Na agricultura, o declínio da pequena produção reveste-se de outras formas, mas esse declínio é um fato indiscutível.
Esmagando a pequena produção, o capital faz aumentar a produtividade do trabalho e cria uma situação de monopólio para os consórcios dos grandes capitalistas. A própria produção vai adquirindo cada vez mais um caráter social - centenas de milhares e milhões de operários são reunidos num organismo econômico coordenado - enquanto um punhado de capitalistas se apropria do produto do trabalho comum. Crescem a anarquia da produção, as crises, a corrida louca aos mercados, a escassez de meios de subsistência para as massas da população.
Ao fazer aumentar a dependência dos operários relativamente ao capital, o regime capitalista cria a grande força do trabalho unido.
Marx traçou o desenvolvimento do capitalismo desde os primeiros germes da economia mercantil, desde a troca simples, até às suas formas superiores, até a grande produção.
E de ano para ano a experiência de todos os países capitalistas, tanto os velhos como os novos, faz ver claramente a um número cada vez maior de operários a justeza desta doutrina de Marx.
O capitalismo venceu no mundo inteiro, mas, esta vitória não é mais do que o prelúdio do triunfo do trabalho sobre o capital.
III
Quando o regime feudal foi derrubado e a "livre" sociedade capitalista viu a luz do dia, tornou-se imediatamente claro que essa liberdade representava um novo sistema de opressão e exploração dos trabalhadores. Como reflexo dessa opressão e como protesto contra ela, começaram imediatamente a surgir diversas doutrinas socialistas. Mas, o socialismo primitivo era um socialismo utópico. Criticava a sociedade capitalista, condenava-a, amaldiçoava-a, sonhava com a sua destruição, fantasiava sobre um regime melhor, queria convencer os ricos da imoralidade da exploração.
Mas, o socialismo utópico não podia indicar uma saída real. Não sabia explicar a natureza da escravidão assalariada no capitalismo, nem descobrir as leis do seu desenvolvimento, nem encontrar a força social capaz de se tornar a criadora da nova sociedade.
Entretanto, as tempestuosas revoluções que acompanharam em toda a Europa, e especialmente na França, a queda do feudalismo, da servidão, mostravam cada vez com maior clareza que a luta de classes era a base e a força motriz de todo o desenvolvimento.
Nenhuma vitória da liberdade política sobre a classe feudal foi alcançada sem uma resistência desesperada. Nenhum país capitalista se formou sobre uma base mais ou menos livre, mais ou menos democrática, sem uma luta de morte entre as diversas classes da sociedade capitalista.
O gênio de Marx está em ter sido o primeiro a ter sabido deduzir daí a conclusão implícita na história universal e em tê-la aplicado consequentemente. Tal conclusão é a doutrina da luta de classes.
Os homens sempre foram em política vítimas ingênuas do engano dos outros e do próprio e continuarão a sê-lo enquanto não aprendem a descobrir por trás de todas as frases, declarações e promessas morais, religiosas, políticas e sociais, os interesses de uma ou de outra classe. Os partidários de reformas e melhoramentos ver-se-ão sempre enganados pelos defensores do velho, enquanto não compreenderem que toda a instituição velha, por mais bárbara e apodrecida que pareça, se mantém pela força de umas ou de outras classes dominantes. E para vencer a resistência dessas classes só há um meio: encontrar na própria sociedade que nos rodeia, educar e organizar para a luta, os elementos que possam - e, pela sua situação social, devam - formar a força capaz de varrer o velho e criar o novo.
Só o materialismo filosófico de Marx indicou ao proletariado a saída da escravidão espiritual em que vegetaram até hoje todas as classes oprimidas. Só a teoria econômica de Marx explicou a situação real do proletariado no conjunto do regime capitalista.
No mundo inteiro, da América ao Japão e da Suécia à África do Sul, multiplicam-se as organizações independentes do proletariado. Este se educa e instrui-se travando a sua luta de classe; liberta-se dos preconceitos da sociedade burguesa, adquire uma coesão cada vez maior, aprende a medir o alcance dos seus êxitos, temperam as suas forças e cresce irresistivelmente.
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Escrito em março de 1913.
Publicado na Revista Prosvechtchénie, nº 3, março de 1913. Assinado: V.I.
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Programação 2010

Módulos de Formação Básica

Abril/Maio: Bases do Marxismo
Julho: O Manifesto Comunista
Novembro: Fundamentos de Economia Política


Módulos de Formação Avançada

Setembro/Outubro: Questão do Programa
Dezembro: Questão do Partido


Módulos abertos da Universidade Vermelha

Junho: História do Trotskismo/Programa da Revolução brasileira
Agosto: Marxismo e Eleições


Módulos Como Funciona a Sociedade

Atividade agendada conforme seja requisitada
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Nossos Módulos

A Universidade Vermelha é um programa de formação política impulsionado pela Esquerda Marxista, seção brasileira da Corrente Marxista Internacional.

Consiste em atividades de formação política abertas a todos os interessados, de forma gratuita. Os módulos são independentes, ou seja, a participação de um módulo não requer a participação do módulo anterior. Os temas são baseados na teoria e prática da luta de classes dos trabalhadores, e têm como fundo os ensinamentos de Engels, Marx, Lenin, e Trotsky, entre outros. Para a Esquerda Marxista teoria e prática devem andar juntas e não podem ser separadas.
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As atividades estão divididas em quatro modalidades:
1. Módulos de Formação Básica: leitura das obras clássicas do marxismo e debate sobre sua atualidade. O objetivo é apresentar aos participantes alguns conceitos básicos do materialismo histórico e científico.
2. Módulos de Formação Avançada: permite ao participante aprofundar seus conhecimentos da teoria e da prática marxista, com análise de textos clássicos e contemporâneos.
3. Módulos Abertos da Universidade Vermelha: dedicados a debater temas da atualidade, a valorizar a memória da luta de classes e a apresentar publicamente a produção teórica dos militantes da CMI e da Esquerda Marxista.
4. Módulos Como Funciona a Sociedade: seguindo a metodologia do grupo 13 de Maio, essa atividade é programada junto a sindicatos, entidades estudantis, associações de bairro, etc.


... leia mais sobre a Esquerda Marxista em: http://www.marxismo.org.br/ - http://www.marxist.com/

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  • E-mail:
- contato@marxismo.org.br
- fabianostoiev@brturbo.com.br (Fabiano Stiev)


  • Fone:
- (11) 3101-8810





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